Caso de uso

Como falar com um jornalista com segurança

Se a sua segurança depende de você continuar anônimo, use SecureDrop ou Signal — é para isso que existem. Se você só precisa de uma conversa discreta com um repórter, o FadeChats abre uma sala de navegador para dois atrás de um link que funciona uma única vez.

Abrir sala para dois

O problema da linha de denúncias

Você lê uma reportagem, sabe algo sobre o assunto e quer contar para quem escreveu. Aí você olha as formas de entrar em contato: um e-mail com seu nome, uma DM de uma conta com sua foto, um número de telefone. Todo caminho pede um pedaço de você antes de você ter decidido qualquer coisa.

As redações sabem disso, e é por isso que as sérias mantêm um SecureDrop — uma caixa de recebimento baseada em Tor, feita para que a própria redação não consiga identificar quem está usando. Se o que você sabe pode custar seu emprego, seu status migratório ou sua liberdade, essa é a ferramenta certa, e nada nesta página substitui ela.

A maioria das conversas com um repórter não é assim. Você quer corrigir um detalhe, apontar para um documento que já é público, ou perguntar se algo vale o tempo dele antes de se comprometer com qualquer coisa.

Duas pessoas sentadas em um banco de praça ao entardecer, conversando de frente uma para a outra
A maioria das relações com fontes começa como uma conversa, não como uma entrega de documentos.Pexels · Javid M

Quatro formas de chegar até um repórter

SecureDropSignalE-mail da redaçãoFadeChats
O que você entregaNada — acesso via TorUm número de telefone, a menos que use um nome de usuárioSeu endereço e todos os cabeçalhos anexados a eleNada — sem conta, sem número
Esconde sua localização de redeSim, por designDo repórter, simNãoNão — os dois navegadores se conectam direto
Precisa instalar algoTor BrowserO app Signal, dos dois ladosNadaNada — qualquer navegador
O que o repórter pode guardarSeu envio, dentro do sistema da redaçãoA conversa, até alguém apagarTudo, indefinidamenteNada — não há registro para exportar
Certo para uma fonte de alto riscoSim — é o padrãoSim, e amplamente confiávelNãoNão

Comportamento dos produtos em agosto de 2026. Confira a página de contato de cada redação para saber o que ela realmente aceita.

Se ser identificado pode custar seu emprego, pare aqui

Esta página não vai fingir ser o SecureDrop. O FadeChats não roda sobre Tor, não esconde sua localização de rede da pessoa do outro lado, e nunca foi auditado por ninguém. Denunciantes, pessoas sob ameaça legal e fontes dentro de uma empresa com registro de rede precisam da ferramenta que a redação publica — e precisam usá-la a partir de um dispositivo que não seja do empregador.

Uma pessoa fazendo anotações em um caderno pequeno em uma mesa de café, com o celular virado para baixo ao lado
O repórter ainda precisa verificar. Um canal privado não torna uma afirmação verdadeira.Pexels · Pixabay

Combinando uma conversa pontual

  1. Combine o momento antes

    O link de convite funciona uma vez e expira em cerca de dez minutos, então não é algo que uma redação possa publicar. Mande mensagem ao repórter pelo canal que vocês já usam e peça para conversar agora.

  2. Abra a sala, envie o link

    A sala existe assim que a página carrega. Toque em Convidar, copie o link e cole de volta no mesmo canal. A outra pessoa toca nele e já está dentro, no próprio navegador.

  3. Converse, depois feche a aba

    Texto e imagens vão direto de um navegador para o outro. Quando os dois pararem, a sala expira sozinha, e nenhum dos dois fica com uma conversa para lembrar de apagar depois.

O que isso não faz

  • Não esconde seu endereço IP

    Os navegadores se conectam direto, por isso nada precisa ficar em um servidor — e isso também significa que cada lado consegue ver um endereço do outro. Contra um leitor curioso, isso não é nada. Contra alguém que pode exigir um registro judicialmente, não é a proteção que o Tor oferece.

  • Não é uma linha de denúncias fixa

    Um link de uso único que expira em dez minutos não pode ficar publicado em uma página de contato. Isso é para uma conversa que os dois já combinaram de ter.

  • Não deixa nada para o repórter

    Sem registro, sem exportação, sem marca de data e hora. Esse é o objetivo, mas também é um custo real, porque o repórter precisa verificar e às vezes precisa mostrar a um editor ou advogado o que foi dito. Deixe claro o que pode ser citado, e espere que ele peça algo que possa guardar.

Perguntas frequentes

Como entro em contato com um jornalista de forma anônima?

Se o anonimato é realmente necessário, use a página de SecureDrop da redação, a partir de um dispositivo e uma rede que não sejam do seu empregador. Ela foi feita para que a própria redação não consiga te identificar. O FadeChats fica um degrau abaixo disso: sem conta, sem número de telefone e sem cópia armazenada, mas sem Tor e sem garantia de anonimato.

O jornalista consegue ver meu endereço IP?

Assuma que sim. O chat conecta os dois navegadores diretamente, e um endereço de cada lado faz parte de fazer essa conexão funcionar. Se isso importa para a sua situação, o SecureDrop via Tor é a resposta, e isso aqui não é.

O Signal é bom o suficiente para falar com um repórter?

Para a maioria das pautas, sim — é o que os repórteres publicam justamente para isso. Ele precisa de um número de telefone para o cadastro, embora um nome de usuário agora permita iniciar uma conversa sem mostrá-lo, e a conversa fica salva nos dois celulares até alguém apagar.

Posso enviar um documento?

Não como arquivo. O FadeChats transporta texto, imagens, GIFs e figurinhas, então uma foto de uma página funciona, mas uma pasta de PDFs não. Um conjunto real de documentos pertence ao SecureDrop, onde a redação pode lidar com ele adequadamente.

O repórter precisa de conta ou aplicativo?

Não. Ele toca no link e cai direto na sala, em qualquer navegador que já tenha, no celular ou no notebook. Nada para instalar e nada para cadastrar, dos dois lados.